RECLAMANDO UM ESPAÇO


10/11/2009


RETORNO

Faz tempo que não escrevo. Talvez falta de inspiração de assunto de tempo sei lá. Mas o que importa é que emergi novamente, tenho uma fagulha de amor em minhas mãos.

Escrito por erica maria às 18h42
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28/03/2009


CAMILLE CLAUDEL

HOJE ASSISTI UMA PEÇA SOBRE A VIDA DESTA ARTISTA PLÁSTICA. ELA MORREU ENLOUQUECIDA (LITERALMENTE ELA FOI ENLOUQUECIDA PELO QUE CHAMAM DE SOCIEDADE). CONFINADA NUM SANATÓRIO NÃO SOUBE LIDAR COM O AMOR SACANA DE ROUDIN, O CÉREBRE ESCULTOR FRANCÊS QUE SEGUNDO AS MÁS LINGUAS TEVE MEDO DO TALENTO E DA ORIGINALIDADE DE CLAUDEL. GOSTEI DO MODO COMO RESOLVERAM O ESPAÇO CÊNICO, O MESMO PERSONAGEM ENCARNANDO EM VÁRIOS ATORES. ENTENDI QUE ESTE FOI O MODO METAFÓRICO DE DEMONSTRAR AS DIVERSAS PERSONALIDADES QUE PODEMOS TER, PRINCIPALMENTE QUANDO HÁ CONFUSÃO MENTAL. TAMBÉM COMECEI A LER "NA FORÇA DA IDADE" RELATO AUTOBIOGRÁFICO ESCRITO POR SIMONE DE BEVOUIR NO ALTO DE SEUS CIQUENTA ANOS. E PENSANDO BEM!!!!!ACHO QUE NÃO VOU ME ENCLAUSURAR EM NENHUM RECANTO BUCÓLICO, PELO MENOS POR HORA NÃO. JÁ ESTOU BUSCANDO ABRIGO UM POUCO MAIS PERTO DA CIVILIZAÇÃO. SAIU O EDITAL PARA O MESTRADO INTENO DA SEED, E SE COM "SORTE" FOR CLASSIFICADA FICO ESTE  ANO E O INICIO DO PRÓXIMO ESTUDANDO NA UNIVERSIDADE FEDERAL, O QUE ME PERMITE MORAR EM ALGUM LUGAR MAIS CENTRAL. INICIEI  A SEMANA ASSISTINDO "UMA PILHA DE PRATOS NA COZINHA" DO DRAMATURGO, DIRETOR, ETC, MÁRIO BORTOLOTTO. E QUERIA AGRADECER SEU GESTO SINGELO. NÃO DEIXOU QUE EU TOMASSE AQUELA DOSE DE WHISKI. SÃO ESTAS PEQUENAS ATITUDES QUE AQUECEM A ALMA DE UMA PESSOA, E A FAZ CHEGAR SÓBRIA EM CASA, TOMAR UM COPO D'AGUA, E DORMIR EM PAZ NO ACONCHEGO DO EDREDON.  SE É QUE ISTO É POSSÍVEL. VALEU MÁRIO.

Escrito por erica maria às 14h37
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24/02/2009


CARNIVAL

 

Estou bem "feliz" na minha casinha bucólica e retirada.  Em  Curitiba não há assim um carnaval, mas não quero correr o risco.  Mesmo porque (sou dependente químico), preciso manter-me o mais longe possível de lugares onde sirvam bebidas e etc e etc. Comprei uma máquina de cortar grama. Não! não riam. É uma excelente terapia ocupacional. Passo horas derriçando a grama. Como sofro de obsessividade compulsiva paranóica, não vejo a hora que amanheça para que eu possa cortar algum matinho ou graminha que porventura tenha crescido  durante a madrugada. Claro, tudo bem!  Tô exagerando. Faz parte da minha paranóia superlativa. Fora cortar a grama também tenho feito muitas comidinhas, como kuque de banana, empadão de frango, beringela ao forno, saladas, e muito mais muito suco de maracujá com maçã. Há e também tomo chá verde e de centella asiàtica. Caminho pela manhã. Leio três ou quatro livros. Também tenho trabalhado no planejamento anual. Este ano vou começar com teatro, ao longo dos anos na função de educadora na área de artes, tenho percebido como a relação aluno-aluno, professor-aluno, e etc, melhora consideravelmente após o conteúdo na área do teatro. Portanto deste modo, começo a planejar, um pouco de teatro engajado, teatro pobre, teatro do oprimido , e teatro do absurdo. TDevo trabalhar com textos de Brecht e Ariano Suassuna, teatro direto e indireto (fantoches ou sombras). Tomará que eu consiga terminar este conteúdo antes de ser afastada para enfrentar o mestrado. Vou sentir falta da minha labuta diária, mas por uma boa causa.

Escrito por erica maria às 15h07
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10/02/2009


INFERNO ASTRAL

É assim que chamam o período que antecede nosso aniversário. Porém meu querido amigo e companheiro de todos os dias o "Citalopram", não tem deixado que eu sinta muito os efeitos astrais deste momento. DAQUI A DUAS SEMANAS ENTRO NA CASA DOS 46. A princípio e analisando sob um ótica numerológica, seis e quatro são dez e hum e zero = hum. Ou seja "hum" é um número de sorte. Perspectivas e planos não faltam, embora não sejam ousados me são bastantes caros.  Levo uma vida pacata,  com poucas ousadias.  Moro num lugar retirado (Barreirinha), dou aula a 5 km de casa onde o caminho é pitoresco e bucólico com curvinhas e ipês amarelos floridos. Desisti de qualquer intenção mais concreta no " mundo artístico". Não quero pintar, fazer poesia, e nada e etc e tal. Me bastam aslgumas idéias ousadas, só elas me bastam, as idéias ousadas. Meu imaginário encantado. Exercício esporádico quando encontro algumas pessoas. Preciso delas para alimentar o que eu acho que poderia ser, como poderia, onde deveria, como eu gostaria. Basta amanhecer assistindo o cover de Morrison (dvd), detalhe é que ele canta com The Doors. E vou seguindo minha vidinha chinfrim, misturando banda inglesa com chorinho, samba de raiz, gruvox, chico buarque, nelson sargento e muitas mais, muito mais cervejas e meus chás insepáraveis. Penso em Verne, na sua genialidade e na sua simplicidade. Assim como penso no Tinho, e em propostas pedagógicas revolucionárias demais para ser colocadas em prática. Penso na casa modesta que gostaria de ter.

Escrito por erica maria às 23h40
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10/01/2009


ENQUANTO AS LARVAS CRESCEM

FICO VENDO A LUA CHEIA REFLETIR NA AREIA DA PRAIA

DEMONIOS ALADOS DEVIDAMENTE DESPACHADOS

ARGILA E UMA FITA PRETA

PLANOS  CONTÍNUOS E AQUELE VELHO CHIP CONTINUA IMPLANTADO NA MINHA  PERSONA

LEIO TRES LIVROS AO MESMO TEMPO: UM ESCRITOR MEDIANO (FRANCIS KING-MUSICA EM SURDINA) UM "CLÁSSICO" BRASILEIRO (NELIDA PINON- FUNDADOR) E O ANTIGO DOSTOIEWSKI (NOITES BRANCAS)

VASCULHO A INTERNET

TOMO ÁGUA DE CÔCO

SUCO DE CENOURA COM BETERRABA

PASSO PROTETOR SOLAR

NENHUMA CERVEJA

ME DÁ ENCHAQUECA

OS PSICOTRÓPICOS TEM ESTA FUNÇÃO: INIBIR SUA TOLERÂNCIA AO ALCOOL

COMO PEIXE, ADORO MUQUECA

CAMARÃO E MEXILHÃO

TENHO VONTADE TER UMA CASA NA PRAIA

E UM COMPANHEIRO.......

MAS ACHO QUE PERDI O JEITO COM ESTA COISA DE TER ALGUÉM DO LADO

TANTA SOLIDÃO

 

Escrito por erica maria às 12h31
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02/01/2009


EU POETA?????????HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

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Escrito por erica maria às 08h47
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31/12/2008


SINDROME

DÊ..............................................................................................

TUDO.

DÊ:

PÂNICO, ÂNSIA, AZIA,  ENJÔO, TESÃO.

VELHICE, FEIURA, POBREZA.

E AS COISAS HABITAM O UNIVERSO COMO A MILHARES DE ANOS.

DESAMOR,  DESAFETO,  DESAVENÇA,  DESMANCHAR.

CONTIDA  CONTINUA CONCERTEZA NA INCERTEZA.

PRÉ-NUNCIOS, ERVAS, FOGO.

QUERO UM FILHO SANTO COM VOCÊ!

TENHO ALGUM DINHEIRO, DÁ PRA GENTE ATRAVESSAR O DESERTO E ESCOVAR OS DENTES NO FINAL.

UMA COISA A MENOS PRA QUEM É BANGUELA.

MELHOR QUE FICAR NO HOSPÍCIO ESPERANDO A HORA DA PILULA.

OU MODELAR O DEMONIO. ÁLIAS VOU LEVAR MEU DEMONIO DE ARGILA CRUA PRA SE DESFAZER NAS ÁGUAS SALGADAS DO MAR.

SARAVÁ MEU PAI!!!!!!!

QUERIA SER BRUXA! DOMINAR AS MAGIAS

MAS NÃO SOU!

CHÁ DE CALÊNDULA COM JASMIM

QUERO VOCÊ PRESO EM MIM

POR SÉCULOS E SÉCULOS AMÉM

SEM SEXO SEM BEIJO

FINALMENTE CASTIGADA EM SUA ÚLTIMA ENCARNAÇÃO

OU SALOMÉ MADALENA DE JESUS PENSOU QUE SAIRIA IMPUNE??????????DESSA

ORA, ME FAÇA O FAVOR!!!!! CADA SÉCULO TEM A FOGUEIRA QUE MEREÇE

Escrito por erica maria às 08h27
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20/12/2008


CLANDESTINA

Alguns usam o termo "anonimato", prefiro clandestina.  Escolhas nos levam à clandestinidade.  Mas nem sempre é possível, no filme onde o sujeito vive uma vida de mentira onde tudo que o cerca é um set com atores e ele próprio protagoniza sua vida é um exemplo de clandestinidade vigiada. O que aparentemente parece uma ficção das boas é para os esquizofrênicos e ansiosos compulsivos uma realidade. Se é que vocês me entendem, são pessoas reais com vidas reais e com a sindrome da perseguição. No caso de Truman ele não sabia que era vítima de uma encenação, já os esquizofrênicos acreditam que são vítimas deste complô imaginário. No entanto o que é interessante é que os fatos corroboram no sentido de dar legitimidade a estas alucinações. As coincidências, e o modo como os fatos se entrelaçam faz com que a alucinação se faça coerente. Porém não descarto as subjetividades contidas nestas manifestações. Yung e Freud pesquisaram o inconsciente, os sonhos, estes universos paralelos que são negados por pessoas que precisam consolidar o cotidiano embasado no poder capitalista. Não dúvido que haja espionagem,  e um desejo enorme de dominar as forças ocultas do universo. Enfim, me parece que o mundo é dividido em diversas categorias, mas há  duas extremidades: uma totalmente destituida de poderes ocultos e precisam  da ação concreta, já o  oposto são aqueles que tem uma energia  cósmica e de certo modo têem acesso ao universo paralelo que é inerente a todo ser humano, mas alguns captam, outros não. Daí as perseguições milenares.  Quem tem esta sensibilidade geralmenta a expressa através da arte, da educação, ou da caridade. 

Escrito por erica maria às 10h57
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11/11/2008


SOBRE VIDA E SUPERAÇÃO

Terminou meu tratamento intensivo na clínica. Ficaram  obstinação, abstinência e a sensação de que posso voltar a ter algum tipo de prazer "algum sentimento que sirva". Saldos positivos. A arte entrou na minha vida não por acaso. Tenho a passos lentos desvendado um emaranhado de emoções mais do que sútis. Meu interesse pelo comportamento envolve arte, antropologia, sociologia, psicologia e educação e tenho certeza que embora tenha escolhido o caminho mais dificil e tortuoso, é um caminho autêntico. Esta "autenticidade" esta relacionada com a experiência, com o sentir e como já preconizou Lao Tsé, com o fazer. Meu caminho não se limita a estudos academicos pré determinados; traço  minhas conjecturas, e elenco minha literatura na maioria das vezes pela intuição. Não erro. Com o passar dos anos percebo que minha linha de pensamento e ação são peculiares e causam desconforto quando expresso minhas idéias perante um conjunto de academicos engessados e elitizados. Por isso a opção de preservar minha saúde mental e me concentrar nos estudos e na vida. Começo esta semana com um curso "educação e psicologia". E continuo achando que a arte tem uma função social, nada a ver com ongs ou meros mecanismos, mas na essencia que passa longe de objetivos comerciais  ou subjugados  ao poder economico e "cultural". Minhas idéias ainda estão fragmentadas, mas já consigo juntar algumas peças.  Citalopram, força de vontade, superação, sentimentos e idade. Sem dúvida uma ótima combinação.

Escrito por lilith às 06h23
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01/11/2008


BLUES

 

Como levar alguém que vai morrer

pra ver o sol nascer

como se fosse a primeira vez

 

Como um garoto cruzando o Atlântico num barco a vela

 

Como uma jovem mãe que perde o filho

no parque de diversões

 

Tipo esses filmes ruins que me fazem chorar

como um idiota que perdeu a paz

 

Como o garoto solitário

que entra de penetra na festa de aniversário

 

Como o filho cobrindo os pés do pai

a beira da morte

 

Como o viciado contando os dias

que permanece limpo

 

Como alguém que desistiu de ver o por do sol

 

Como alguém fechando a tampa do piano

 

Como alguém que você espera

entrando pela porta

 

Como alguém que você sempre esperou

e que nunca vai entrar

 

Como aquela mulher que não vai voltar

 

Como aquelas desavenças que nunca deixamos pra lá

 

Como aquelas coisas que julgávamos indispensáveis

e que depois de muitos anos

encontramos no vão do sofá

(Mário Bortolotto)

"Como o viciado contando os dias que permanece limpo". Este blues vem bem de encontro com meu momento. Luta diária sensação de perda, de ganho, na verdade tudo muito confuso. Tenho que rever meus valores meus amigos. Outro dia estive em Londrina e fui no espaço "Cemitério de Automóveis", na verdade só fui porque prometi para o Flávio Jacobsen levar o CD do "GRUVOX" para a Cris, para agendar uma apresentação. E tive uqe ficar ouvindo o Léo vociferar pela enésima vez que não pode me ver que se lembra da Rosa, e o Angenor simplesmente descompensado dizendo que eu era muito louca e tal e tal. Caralho será que esse pessoal só vive de lembranças e nostalgias baratas.  Tô cansada de tudo isso. Enfim a clinica tem sido um exercício diário de paciência e obstinaçãov e abstinência. Semana que vem no momento cultural  faço uma apresentação sobre a vida da poeta e letrista Alice Ruiz, . O tratamento é muito decente.  Arte terapia, atividades físicas, relaxamento, momentos culturais, palestras, lazer, medicação, psicoterapia, psiquiatria. E eu como uma águia precisando arrancar o bico, as penas e as unhas. sE QUISER SOBREVIVER. o PIOR É QUE AINDA NÃO SEI SE QUERO.

 


 

Escrito por lilith às 18h06
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24/10/2008


É.....não tem sido fácil. Pensamentos confusos e não vejo nem uma possibilidade de melhora. Tava bem otimista ontem, mas hoje bateu um desânimo uma falta de perspectiva. Uma tristeza imensa. É o sistema me pegou, um abraço.

Escrito por lilith às 19h46
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É.....não tem sido fácil. Pensamentos confusos e não vejo nem uma possibilidade de melhora. Tava bem otimista ontem, mas hoje bateu um desânimo uma falta de perspectiva. Uma tristeza imensa. É o sistema me pegou, um abraço.

Escrito por lilith às 19h46
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21/10/2008


Hoje na clinica fiz uma escultura de argila. Acabou saindo um demonio alado. É como se tivesse conseguido expurgar algo que me fazia mal. Fora os arquétipos semióticos que envolvem esta situação, o fato de criar aquele demônio foi muito interessante e algo mudou de repente. Ainda é cedo para deduções. Tenho observado muito os resultados dos desenhos, das atividades, e principalmente das atitudes e do comportamento dos outros pacientes. Acredito que além de me cuidar, esta experiência sem duvida é inédita. Tenho um livro sobre arte terapia,  vou dar uma folheada e comparar o que vi, o que senti. O livro apresenta uma pesquisa detalhada sobre a aplicação da arte como recurso terapeutico. É um universo fantástico, e mesmo que eu não esteja me sentindo muito bem, por mais que meus sentimentos estejam confusos e que precise de ajuda, ainda assim, o espirito de pesquisa e descoberta jamais me abandona. Este meu olhar curioso e eternamente aprendiz é muito bom. Ver situações diferentes, inusitadas, desde o trajeto que faço para chegar no local, até os resultados das conversas, etc. Tudo é novidade e não tenho dúvida que com o tempo também vou deixar de me interessar tanto, este estágio no meu entender é mais um degrau para um lugar que tenho que chegar e que não sei bem qual é. Mas sei quais são os caminhos.

Escrito por lilith às 20h44
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20/10/2008


Não tem sido nada fácil.Ontem tomei minha primeira Liber. Estou muito confusa e não sei lidar com minhas frustações. Me sinto profundamente só num oceano cheio de tubarões. O que posso fazer é desviar das investidas. Estou apresentando sinais de cansaço. Literalmente, eu não tenho mais forças. Me entrego. Ponto final. 

Escrito por lilith às 21h03
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19/10/2008


Querido diário.

Ontem à noite consegui fazer janta, ou melhor, uma proeza, eu consegui assar um pedaço de músculo com osso no forno. Meio que cozinhou e depois assou. Ficou comível. Ainda não consegui sair de casa, nem pra comprar o remédio, aquele que promete que eu não vou mais me sentir tão triste. Tenho tentado reagir, fiz até futuro plano de aulas...............

 

 Os alunos devem criar no papel um instrumento musical que seja baseado em algum instrumento musical tradicional  ou também podem criar seu próprio instrumento. Assim a cada aula um grupo da turma reapresenta seu trabalho com fantoches. Outro grupo (a composição do grupo fica a critério do professor, a sugestão é que seja um grupo razoavelmente grande mas não muito). Este grupo é responsável por elaborar alguma idéia de sonoplastia  com efeitos especiais e outros sons. para isso basta usar os instrumentos que criaram. Os instrumentos  alternativos podem ser feitos com sucata (materiais que produzam som) inspirados em instrumentos tradicionais ou inventados. Não esqueça que o corpo e a voz também produzem som, e esta é nossa materia prima o som. Nada impede que os alunos que executam algum instrumento tradicional, Participe com o que já sabe fazer e faça parte do contexto da sonoplastia e da trilha sonora.

Durante a apresentação dos bnonequeiros o outro grupo vai brincar com o som. Com base no domínio e embasamento que o professor tiver do conteúdo, será o contexto do processo e do  resultado. No meu caso que tive noções básicas de música (elementos da linguagem músical e leitura de um partitura) é claro que eu não consigo fazer um musical, apenas vamos brincar de organizar os sons com alguns parametros na musica europeia, africana, chinesa, enfim acredito que irão fluir sons contidos no imaginário cultural destas crianças. Quando falo de cultura me refiro a cultura popular mesclada com cultura midiática. Muitos conhecem estas possibilidades. Tenho entendido que os alunos trazem um gama incrível de informações e escolhas pessoais, o que nós arte-educadores podemos fazer e organizar e enxertar(?) alguns outros parametros, algumas novas opções. O tempo é curto, a rotina é desestimulante, a falta de estrutura. O número de alunos em sala não é problema, o problema é que não tem auxiliares . Neste contexto penso que este seria um mercado de trabalho incrível para os que tem ensino médio, e mesmo que não tenha feito magistério, a pessoa pode ter um perfil adequado para o trabalho. Eles teriam muito a acrescentar e seriam contratados como assistentes administrativos. Uma professora precisa de um auxiliar, que anote que passe notas etc. Nosso ganho não é real como professores também somos auxiliares admistrativos ao mesmo tempo o que nos arrebenta. serão diferentespode ser um pouco diferente.

Escrito por lilith às 12h40
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BRASIL, Sul, CURITIBA, CACHOEIRA, Mulher, de 36 a 45 anos, Mongolian, Arte e cultura

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