RECLAMANDO UM ESPAÇO


20/12/2008


CLANDESTINA

Alguns usam o termo "anonimato", prefiro clandestina.  Escolhas nos levam à clandestinidade.  Mas nem sempre é possível, no filme onde o sujeito vive uma vida de mentira onde tudo que o cerca é um set com atores e ele próprio protagoniza sua vida é um exemplo de clandestinidade vigiada. O que aparentemente parece uma ficção das boas é para os esquizofrênicos e ansiosos compulsivos uma realidade. Se é que vocês me entendem, são pessoas reais com vidas reais e com a sindrome da perseguição. No caso de Truman ele não sabia que era vítima de uma encenação, já os esquizofrênicos acreditam que são vítimas deste complô imaginário. No entanto o que é interessante é que os fatos corroboram no sentido de dar legitimidade a estas alucinações. As coincidências, e o modo como os fatos se entrelaçam faz com que a alucinação se faça coerente. Porém não descarto as subjetividades contidas nestas manifestações. Yung e Freud pesquisaram o inconsciente, os sonhos, estes universos paralelos que são negados por pessoas que precisam consolidar o cotidiano embasado no poder capitalista. Não dúvido que haja espionagem,  e um desejo enorme de dominar as forças ocultas do universo. Enfim, me parece que o mundo é dividido em diversas categorias, mas há  duas extremidades: uma totalmente destituida de poderes ocultos e precisam  da ação concreta, já o  oposto são aqueles que tem uma energia  cósmica e de certo modo têem acesso ao universo paralelo que é inerente a todo ser humano, mas alguns captam, outros não. Daí as perseguições milenares.  Quem tem esta sensibilidade geralmenta a expressa através da arte, da educação, ou da caridade. 

Escrito por erica maria às 10h57
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