Terminou meu tratamento intensivo na clínica. Ficaram obstinação, abstinência e a sensação de que posso voltar a ter algum tipo de prazer "algum sentimento que sirva". Saldos positivos. A arte entrou na minha vida não por acaso. Tenho a passos lentos desvendado um emaranhado de emoções mais do que sútis. Meu interesse pelo comportamento envolve arte, antropologia, sociologia, psicologia e educação e tenho certeza que embora tenha escolhido o caminho mais dificil e tortuoso, é um caminho autêntico. Esta "autenticidade" esta relacionada com a experiência, com o sentir e como já preconizou Lao Tsé, com o fazer. Meu caminho não se limita a estudos academicos pré determinados; traço minhas conjecturas, e elenco minha literatura na maioria das vezes pela intuição. Não erro. Com o passar dos anos percebo que minha linha de pensamento e ação são peculiares e causam desconforto quando expresso minhas idéias perante um conjunto de academicos engessados e elitizados. Por isso a opção de preservar minha saúde mental e me concentrar nos estudos e na vida. Começo esta semana com um curso "educação e psicologia". E continuo achando que a arte tem uma função social, nada a ver com ongs ou meros mecanismos, mas na essencia que passa longe de objetivos comerciais ou subjugados ao poder economico e "cultural". Minhas idéias ainda estão fragmentadas, mas já consigo juntar algumas peças. Citalopram, força de vontade, superação, sentimentos e idade. Sem dúvida uma ótima combinação.



Leia este blog no seu celular